Redação ENEM 2020

Redação do Enem 2020: Muitos estudantes já estão querendo se preparar para o Exame Nacional do Ensino Médio. Desse modo, neste artigo vamos falar tudo sobre o tema. por exemplo, como tirar nota mil, exemplos de outras redações e possíveis temas.

As provas do Enem 2020 regular serão aplicadas nos dois primeiros domingos do mês de novembro, dias 01 e 08, respectivamente. Certamente a principal novidade do exame será a aplicação digital, onde será utilizada como modelo-piloto. Conforme a coletiva do MEC, a versão digital será aplicada dia 11 e 18 de outubro, onde terá a presença de no máximo 50 mil estudantes. Veja aqui tudo sobre a redação do Enem 2020.

Como tirar nota 1000 na Redação do Enem 2020

Tirar nota mil na redação do Enem 2020 é um desafio muito grande. O número de notas mil vem caindo a cada ano, onde dos mais de 5 milhões que participaram do Enem 2019, apenas 53 estudantes obtiveram nota máxima.

Certamente o primeiro passo para tirar nota mil é conhecer qual é o método de avaliação para os textos. De acordo com o Inep, as redações serão atribuídas de 0 a 200 pontos para cada competência, ou seja, para tirar nota máxima, domine as seguintes competências:

  1. Demonstram domínio da modalidade escrita formal da língua portuguesa;
  2. Compreender a proposta de redação e aplicar conceitos das várias áreas de conhecimento para desenvolver o tema, dentro dos limites estruturais do texto dissertativo-argumentativo em prosa;
  3. Selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos, opiniões e argumentos em defesa de um ponto de vista;
  4. Demonstrar conhecimento dos mecanismos linguísticos necessários para a construção da argumentação;
  5. Elaborar proposta de intervenção para o problema abordado, respeitando os direitos humanos.

Além disso, a redação do Enem 2020 deverá ser dissertativa-argumentativa. Para dominar estas competências não será fácil, contudo, com muita prática, análises de edições anteriores e com muita leitura, as chances de tirar nota 1000 são bem maiores.

Exemplos de Redação Nota 1000

O Ministério da Educação disponibiliza em todas as edições o Guia do Participante – Cartilha que contém algumas redações nota 1.000 com alguns comentários. Em algumas delas houve pequenos erros ortográficos ou uso incorretos de vírgulas. Contudo, o principal objetivo do MEC é  avaliar a capacidade de se expressar, usar seu repertório, concatenar idéias e propor soluções para problemas complexos, certamente respeitando os direitos humanos. A escrita formal perfeita da Língua Portuguesa é essencial, contudo, serão tolerados pequenos erros, certamente não com muita frequência.

De acordo com as Cartilhas de redação de algumas edições, veja todas as características em comum em cada uma:

    • Excelente domínio da modalidade escrita formal da Língua Portuguesa
    • Estruturação em parágrafos organizados e bem articulados entre si
    • Argumentação consistente e fundamentada
    • Domínio do texto dissertativo-argumentativo
    • Competência em selecionar, relacionar, organizar e interpretar informações, fatos e argumentos em defesa de um ponto de vista
    • Repertório diversificado de recursos coesivos, que concatenam as informações apresentadas
    • O tema é desenvolvido de forma coerente, os argumentos selecionados são consistentes e a conclusão é relacionada ao ponto de vista adotado
    • A proposta de intervenção social respeita os direitos humanos.

Veja a seguir alguns exemplos de estudantes que mandaram bem na redação do Enem, assim terão uma base de como deve ser um texto nota mil:

2018: Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados da internet

Participante: Carolina Mendes Pereira:

Em sua canção “Pela Internet”, o cantor brasileiro Gilberto Gil louva a quantidade
de informações disponibilizadas pelas plataformas digitais para seus usuários. No
entanto, com o avanço de algoritmos e mecanismos de controle de dados desenvolvidos
por empresas de aplicativos e redes sociais, essa abundância vem sendo restringida e as
notícias, e produtos culturais vêm sendo cada vez mais direcionados – uma conjuntura atual
apta a moldar os hábitos e a informatividade dos usuários. Desse modo, tal manipulação do
comportamento de usuários pela seleção prévia de dados é inconcebível e merece um olhar
mais crítico de enfrentamento.

Em primeiro lugar, é válido reconhecer como esse panorama supracitado é capaz de
limitar a própria cidadania do indivíduo. Acerca disso, é pertinente trazer o discurso do filósofo
Jürgen Habermas, no qual ele conceitua a ação comunicativa: esta consiste na capacidade de
uma pessoa em defender seus interesses e demonstrar o que acha melhor para a comunidade,
demandando ampla informatividade prévia. Assim, sabendo que a cidadania consiste na luta
pelo bem-estar social, caso os sujeitos não possuam um pleno conhecimento da realidade
na qual estão inseridos e de como seu próximo pode desfrutar do bem comum – já que suas
fontes de informação estão direcionadas –, eles serão incapazes de assumir plena defesa pelo
coletivo. Logo, a manipulação do comportamento não pode ser aceita em nome do combate,
também, ao individualismo e do zelo pelo bem grupal.

Em segundo lugar, vale salientar como o controle de dados pela internet vai de
encontro à concepção do indivíduo pós-moderno. Isso porque, de acordo com o filósofo
pós-estruturalista Stuart-Hall, o sujeito inserido na pós-modernidade é dotado de múltiplas
identidades. Sendo assim, as preferências e ideias das pessoas estão em constante
interação, o que pode ser limitado pela prévia seleção de informações, comerciais, produtos,
entre outros. Por fim, seria negligente não notar como a tentativa de tais algoritmos de criar
universos culturais adequados a um gosto de seu usuário criam uma falsa sensação de livre-arbítrio e tolhe os múltiplos interesses e identidades que um sujeito poderia assumir.

Portanto, são necessárias medidas capazes de mitigar essa problemática. Para tanto,
as instituições escolares são responsáveis pela educação digital e emancipação de seus
alunos, com o intuito de deixá-los cientes dos mecanismos utilizados pelas novas tecnologias
de comunicação e informação e torná-los mais críticos. Isso pode ser feito pela abordagem da
temática, desde o ensino fundamental – uma vez que as gerações estão, cada vez mais cedo,
imersas na realidade das novas tecnologias – , de maneira lúdica e adaptada à faixa etária,
contando com a capacitação prévia dos professores acerca dos novos meios comunicativos.
Por meio, também, de palestras com profissionais das áreas da informática que expliquem
como os alunos poderão ampliar seu meio de informações e demonstrem como lidar com tais seletividades, haverá um caminho traçado para uma sociedade emancipada.

2016.1: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

Participante: Tamyres dos Santos Vieira

É mais fácil desintegrar um átomo que um preconceito”.
Com essa frase, Albert Einstein desvelou os entraves que envolvem
o combate às diversas formas de discriminação existentes na
sociedade. Isso inclui a intolerância religiosa, comportamento
frequente que deve ser erradicado do Brasil.

Desde a colonização, o país sofre com imposições religiosas.
Os padres jesuítas eram trazidos pelos portugueses para catequizar
os índios, e a religião que os nativos seguiam – a exaltação da
natureza – era suprimida. Além disso, a população africana que
foi trazida como escrava também enfrentou fortes repressões ao
tentar utilizar sua religião como forma de manutenção cultural.
É relevante notar que, ainda hoje, as religiões afro-brasileiras
são os maiores alvos de discriminação, com episódios de violência
física e moral veiculados pelas mídias com grande frequência.

Concomitantemente, ainda que o Brasil tenha se tornado
um Estado laico, com uma enorme diversidade religiosa devido à
grande miscigenação que o constituiu, o respeito pleno às diferentes
escolhas de crença não é realidade. A palavra religião tem sua
origem em “religare”, que significa ligação, união em torno de um
propósito; entretanto, ela tem sido causa de separação, desunião.
Mesmo que legislações, como a Constituição Federal e a Declaração
Universal dos Direitos Humanos, já prevejam o direito à liberdade
de expressão religiosa, enquanto não houver amadurecimento
social não haverá mudança.

Por tudo isso, é imprescindível que todos os segmentos sociais
unam-se em prol do combate à intolerância religiosa no Brasil.
Assim, cumpre ao governo efetivar de maneira mais plena as leis
existentes. Ademais, cabe às escolas e às famílias educarem as
crianças para que, desde cedo, aprendam que têm o direito de
seguir suas escolhas, mas que devem ser tolerantes e respeitar as
crenças do outro, afinal, como disse Nelson Mandela, “a educação
é a arma mais poderosa para mudar o mundo”. Dessa forma,
assim com a desintegração de um átomo tornou-se simples na
atualidade, preconceitos poderão ser quebrados

Possíveis Temas da Redação do Enem 2020

A principal forma de mandar bem no Enem 2020 é praticando temas que poderão cair na prova. O Inep opta por os fatos que chamaram a atenção nacionalmente, eventualmente entre os meses de abril, maio e junho, pois é quando estão finalizando os últimos detalhes dos cadernos de provas. Desse modo, veja alguns temas que poderão ser abordados:

  • Geração de Energia;
  • Escassez de água no Brasil e recucos Hídricos;
  • Agropecuária e impactos ambientais;
  • Sustentabilidade;
  • Meio Ambiente: Crimes e Tragédias;
  • Obesidade;
  • Proteção à infância;
  • Saúde mental;

Temas de Provas Anteriores

    • 1998: Viver e aprender;
    • 1999: Cidadania e participação social;
    • 2000: Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional?;
    • 2001: Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?;
    • 2002: O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais que o Brasil necessita?;
    • 2003: A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo;
    • 2004: Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação;
    • 2005: O trabalho infantil na sociedade brasileira;
    • 2006: O poder de transformação da leitura;
    • 2007: O desafio de se conviver com as diferenças;
    • 2008: Como preservar a floresta Amazônica: suspender imediatamente o desmatamento; dar incentivo financeiros a proprietários que deixarem de desmatar; ou aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar;
    • 2009: O indivíduo frente à ética nacional;
    • 2010: O trabalho na construção da dignidade humana;
    • 2011: Viver em rede no século XXI: os limites entre o público e o privado;
    • 2012: Movimento imigratório para o Brasil no século XXI;
    • 2013: Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil;
    • 2014: Publicidade infantil em questão no Brasil;
    • 2015: A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira;
    • 2016.1: Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil;
      • 2016.2: Caminhos para combater o racismo no Brasil;
    • 2017: Desafios para a formação educacional dos surdos no Brasil;
    • 2018: Manipulação do comportamento do usuário pelo controle de dados da internet;
    • 2019: Democratização do acesso ao cinema no Brasil.

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